Poe.ta

Hete.rônimo

Escri.tor

Art.ista

Publi.citário

Persona.gem




Sou Manay Deô,
Poeta, brinco com palavras
como redator de poesia publicitária...

...soul um Heterônimo, fruto da imaginação do publicitário/ortônimo Elidio Santos, além de artista, escritor e criador de novas formas de expressão e linguagens narrativas. Nasci em 30/01/1983, sob o signo de aquario...

São Meus Ofícios

o dicionário de Manay Deô para inventar, reinventar e resinificar palavas, dando novas vidas e sentidos inspiracionais e poéticos


O podcast onde aqui se faz, aqui se fala poesia para recitar, conversar, caçar assunto e outras formas performáticas de tripudiar em áudio e bom som.


o Conteúdo poético de Manay Deô em todo forma audiovisual que a internet pode oferecer, para você seguir curtindo, curtir comentando, comentar se inscrevendo.


A marca do universo de Manay Deô na forma dos seus livros e outros produtos de valor agregado para você vestir e sentir mais a poesia do poeta publicitário.


Agência de comunicação e publicidade que mistura arte e literatura para criar e reinventar a marca da sua empresa com a marca do conteúdo da poesia de Manay Deô e outros poetas heterônimos.


onde e quando estará Manay Deô agora, amanhã, depois ou qualquer dia? Fique por dentro dos eventos, recitais, performances e outras ações que o poeta estará presente.

Manay Blog

Espaço para meus poemas, artigos poéticos, prosas e reflexões

Líderfobia


Os tidos lidos líderes
empreendedores
de sempre,
se valiam de uma atraente
estética do sucesso empresarial.

Do alto palco do privilégio que sempre tiveram,
(que sempre foi disfarçado
do trabalho duro que tanto se arrogaram ter,
mas nunca tiveram)
ditavam ditos aos sedentos,
como regra ditatorial:

Faça isso;
Te falta aquilo;
Deixa disso;
Acorda cedo.

Julgavam tudo em todos que não alcançavam
suas metas como mimimi.
Mas diante do vazio que engole gente,
se escancara que não passavam nada além
de blablablá.

Malditos vírus da retórica toxica,
Cada vez mais gente sabe agora
o quão canalhas sempre foram.

Detinham a palavra,
roubando lugares de fala;
não merecem nem o título
do valioso sentido
do que é servir.

Limbo

Um poema sobre
quando as coisas
vão para lá...

A ideia que se perdeu
e a agonia de tentar lembrá-la.


O amor, que não se pode ter
ou para sempre se foi,
abate sobre nós
como o porrete que mata o gado.


A transa que se transa
desejaríamos sentir,
feito lobos no cio na encruzilhada;


O gozo da vida que temos reprimido.
A primeira carreira de cocaína.
O tapa na cara que desejamos dar.
O chute na bunda que queríamos enfiar.


O maravilhoso texto que digitamos
e se deleta por equívoco,
sem salvar.



A lapa de raba que vimos indo.
O pacote que queremos encher a mão
e cair de boca para chupar.


O momento oportuno,
que deixamos passar.

O erro que falhamos em aprender

A conversa que não tivemos.
O beijo que não lascamos na boca carnuda.
A vaga, que escolhemos
arrependidamente,
não ocupar.



O dito pelo não dito,
bem naquele momento,
que você deveria se impor,
expor suas ideias,
dizer na lata o que se queria sempre dizer...
mas não disse.

Você tem medo de
perder pontos sociais com quem? 

Que me adianta meus feitos
se já estão feitos.
Com eles,
agora e daqui pra frente,
não faço mais nada.

O que faço com a infinidade de coisas
que deixei de fazer,
dizer, agir, praticar?



Trocentos pensamentos,
que me forço vir à tona:

- A impressão que tenho
vem escrita numa folha de papel
em letras garrafais:


A PESAR DE TUDO, NADA.

- Isto é tudo?

Vai pra onde agora?

Eu me entrego à luta no App


Eu me entrego à luta.
É só pedir pelo App,
logo logo já saio entregando.

Essa fome de vencer na vida,
me botou no olho da rua da amargura
dos jardins a avenida Paulista.

Essa vontade de seguir em frente,
eu enfrento diariamente
em cima da  bicicleta
que não é minha.

Parece brincadeira,
mas trabalho até em cima de
patinete alugado,
largado em qualquer canto
das esquinas chiques da cidade.

A tal dessa vitória trabalhista
já não é minha.
Eu só entrego.

Eu sou a ponta solta
dessa história de
tempos modernos.

Estou na mão da tecnologia,
sou protagonista de uma realidade digital
onde eu só escrevo trajetos no Google maps.
De resto, eu só entrego.

Eu sou o argumento
de alguém que diz
que não devemos desistir,
não devemos nos entregar
a qualquer dificuldade que aparece.
Mas esse que fala, não sou eu.
Mas eu entrego tudo de bandeja,
na mão dele,
tudo bem lacradinho no plástico filme,
do jeito de que a boca cheia de quem
discursa sobre meu sucesso gosta.

Eu nem vejo a caro do sujeito.
Só deixo na recepção do prédio,
E saio vazado pra próxima entrega
do dia quem nem chegou na metade.

No meio do dia,
me entrego ao cansaço.
no fim do dia,
me entrego ao desgaste.
No fim do mês
me entrego as contas.
No fim do ano,
me entregam receitas médicas.
no outro dia,
entrego novamente.



Appelamordedeus!
quanta entrega ainda tenho que fazer?




No fim da vida,
não sobra nada,
só me entrego.

Poesia Pra Perder Pontos com Você

Tá tudo ok
porra
nenhuma.


"nossa, que agressividade,
perdeu pontos comigo"

Aproveita então, e rasga essa sua cartela
onde anota os pontos sociais;
nunca houve afeto entre nós.

Ou nem isso, aproveita e faz rascunho
prá anotar todos os pontos podres
que você escolheu depositar forças
para defender com muito mais força
do que o esforço que o levou a escolher.


Morra na praia
com sua teimosia,

lambuze-se com gosto de petróleo puro
desse inferno ódio que vazou daí de dentro,
onde sempre esteve represado.
Usa em natura assim mesmo,
como combustível
para queimar os filmes censurados
desse Brasil sem filtro,
recheado de canalhas entupido
com reservas e mais reservas
de moral e bons costumes.


Saiba mais --->

Usa toda essa viscosidade de raiva oleosa
nas crianças da favela que ainda estão morrendo
a base de pobreza e bala,
nos LGBTs que morrem todos os dias.

Beba no cálice da censura,

o sangue dos inocentes úteis.
Adicione suco de laranja para disfarçar
o leve toque do vil metal dessa hemorragia cultural.

O Brasil que você vê crescer nos números financeiros,
faz aumentar a cruel miséria que você deseja disfarçar
para debaixo do tapete da sua hipocrisia.
O jornal econômico que glorifica sua vitória,
no final do dia vai servir de cobertor
para mais desgraçados sociais.


Me poupe de vender essa

falácia de eu ser o primo Rico,

empreendedor nato das famílias dos nossos miseráveis,
de ser o trabalhador que carrega, sozinho e desalentado,
o fast food do app para alimentar a fome insaciável
da mão de obra com diploma dos jardins,
e garantir a cada esquina que a vida continue a rodar
nas rodas da bicicleta alugada do banco.

Tá sacando que eu já perdi

todos os pontos que tinha com você?
  
Os mais de 500 anos da nossa história de Brasil em brasa,
agora é mais saqueado na retirada dos 500 reais do FGTS
que o governo implorou para retirarem,
pois os juros do FGTS aumentaram,
e temos que acreditar que precisamos economizar
feito loucos prá nação prosperar…

E também fazer ganhar as lojas de departamento,
que precisam girar essa economia toda prá salvar
os lucros números na ceia de natal e ano novo;
viva o emprego temporário,
dá pra sobreviver por mais um ano.

Danosa hipocrisia
que assumo enquanto escrevo.

Pois essa poesia tem efeito destrutivo.
É pra me machucar enquanto bato.
É prá bater enquanto apanho.
É pra rasgar enquanto me abro em purificação.
É pra expurgar o vazio
feito um escarro sem pudor,
cuspido no chão de mármore desse inferno todo.

É pra arrancar o ranço,
não o escrito na camiseta,
mas o que adentrou nossas entranhas,
ficou estampado nas vísceras
e agora provoca a ânsia ansiedade de clamar pela luz,
mesmo ainda enquanto estamos atravessando o túnel do poço.


Essa poesia é esfoliação, nua e crua,

pra pele ficar em carne viva.

Poesia pra me expor,
Já cansei de me fuder nas entrelinhas 
que disfarçam minha real revolta.
É verso em grito, pra ser como
a Poesia "Sou Puta, Sou Mulher",
poeta Helena Ferreira, e que foi
recitado pela deputada @isapennapsol
na tribuna da ALESP prá dizer em viscerais versos femininos:

- daqui até alí, vão todo mundo toma no c*.



Vão se fuder com uma viva vulva feminista,
Esse poema eu arranquei do útero que nem tenho,
prá dizer que mulheres ainda apanham
de machos alfa na porra desse país,
repleto do esgoto de escrotos homens héteros brancos.

O patriarcado ainda reina no anúncio comercial
bonitinho da marca que agora aposta
ganhar lucros a perder de vista
ao levantar bandeiras que até ontem nem acreditava.



Eu vou perder ao
ter dito esse poema.

vou ganhar pontos na cara;
quebrar os 32 dentes que uso para ranger
durante as noites que passo
reprimindo tudo que estou sentindo.


A porra desse poema
tá grande demais,

e foda-se se você já se cansou,
eu tô cansado de tanto ter que aguentar calado,
de suportar a minha ignorância,
de aguentar minha impotência
diante do abuso abismo do absurdo que nos cerca,
feito lobos do fascismo e ditadura,
uma alcateia alimentada por desejos insanos
de gente que flerta com o terror
que nos espreitam na esquina da história perversa
dessa nação sem noção,
que soterrou nos porões as crueldades
de um passado sombrio ainda presente.



Eis mais um dos poemas que criei
e não sei como lidar com ele.

Conta aí quantas estrofes ele tem,
multiplique pelos vezes que fomos omissos.
Quem não se posiciona, está fadado a dançar
a dança dos loucos sem perceber
os fios que o conduzem.


E aí,
estamos quites?

Ou estou com saldo negativo com você?
Se assim for, vou dar calote na cara dura:

Não te devo nada,
Não sou eu que estou
em estado de negação.

Mas…

ainda que você

perca todos os pontos comigo,
ainda tenho amor.


E amor não precisa de pontos.
Aliás, precisa que você abandone os pontos,
largue mão das armas, do orgulho,
do ego, do seu vazio.



E aí, pronto para ganhar tudo,
ou prefere continuar perdendo?

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